sábado, 5 de Dezembro de 2009

keep your fingers crossed

que o pior está para vir. cruza os dedos, as mãos, as pernas, os pés, tudo. depois sentamo-nos os dois nas escadas e esperamos, que o pior está para vir. e falamos, de conversas perdidas em viagens de carro aborrecidas e tardias. o pior está para vir e ninguém acredita. mas todos o sabemos. por isso, por essas ruas, gozadas de nome, por essas ruas, jardins, estradas e escadas, muita gente se senta. e desconversa a maior parte das vezes.

o pior chegou e nós não reparámos. estavamos a falar de coisas nunca descobertas nestas ruas. coisas gozadas, mas para nós o pior passou. está aqui, ao nosso lado, mas passou. passou e já sabes que vou chorar, tenho medo pelos outros. porque sei, e tu também sabes, que eles não têm medo de desconversar. mas eu tenho, tenho medo que venha uma onda e tu já não aguentes mais aí sentado. e depois eu já não vou ter ninguém com quem falar de coisas perdidas, e perdida já eu estou noutras ruas que não esta, farta de ser gozada por pessoas destemidas. e tenho medo de me sentar, perdida, e desconversar.

qualquer dia vem uma onda e leva-me a mim.

maçã de adão

tenho medo de vazios, odeio preenchê-los desta forma. detesto pensar assim, que os vou sentir para sempre. chego a ter pena de mim por não perceber que o quê crucial das mãos não são os dedos esguios, o tom de pele e a beleza apresentável das unhas, às vezes roidas. mas que o ponto culminante da sua magia é mesmo o facto de não estarem sempre presentes, como tentáculos apaziguadores.
sei de mãos que se foram já, duvido que alguma vez se tentem por estes lados. mas não tenho muitos problemas com isso, visto pelo prisma do 'vai ser bom, não foi?', que mãos temos pouco tempo para andar acorrentados a elas pelas ruas. e se andamos, somos então transeuntes desesperados por pontas soltas de carinho e atenção. sei que não gostas de afectos, mãos acorrentadas desde tempos muito menos, mas adoro ter as mãos pousadas no colo e ver as tuas trabalhar, soltas e leves, para mim.

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

hopeless case














e mais não digo.

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

EU COMO HAMBURGUERES COM O DEDO MINDINHO ESTICADO, period.

domingo, 29 de Novembro de 2009

não foi disto que me ri ontem

e continuo sem me rir hoje. concordo plenamente com o meu escritor preferido que nunca li, Miguel Esteves Cardoso 'o amor é uma coisa, a vida é outra'. foi isto que fizemos todos nós. não que ache o mais correcto, a simplicidade e rigidez puras, mágicas, que se fartam de fazer milagres aqui e ali. por mim, admito-lhes uns quantos, agradeço-lhes a generosidade. mas continuo. não era assim que devia ser, supostamente. as palavras deviam correr rápido entre a vida e o amor, e já me explicavam a mim, menina, porque é que não é assim. o amor devia ser puro, mágico, simples, rigido q.b. e mais todas as outras coisas ao mesmo tempo. a força resultante dava vida, espero eu, que não sei de ciências exactas. mas amor e vida deviam andar juntos, compassados, embora que em baloiços diferentes. amor devia ser vida, e vice-versa. e eu, menina, estou farta de tentar perceber porque é que amantes, dos mais intensos que já vi, insistem em viver da meia noite as 6 da tarde e amar na sobra dos tempos. tá bem que o amor é uma coisa, e a vida é outra. mas acho que não lhes fazia mal nenhum chocarem de frente de vez em quando.

sábado, 28 de Novembro de 2009

microscópio

é bom andar com vontade de escrever e ter por onde ir. e a sensação de insónia por estas emoções é aterrorizante. não digam a ninguém, mas tenho medo de não voltar a adormecer e a sonhar novamente. por isso, meus caros, vou arrastar-me a fazer de cada olhar, palavra e de cada experiência, parágrafo. isso, isso é melhor que todas as tabletes de chocolate de leite, que todas as paixões descobertas.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

agenda 2009-2010

não sou de agendas, chega de riscares em mim planos adiados e estragados pelo mau tempo. eu, pessoa extremamente organizada nas carradas de papéis soltos espalhados pelo quarto e por mãos de várias gentes, não sou de riscar planos sonhados por brisas leves. não me planifiques, pelo meio dos devaneios em que te deitas. muito menos ouses publicar-me, riscada e amachucada pela tua vida rotineira, com a mesma música de fundo de sempre, ás horas de sempre. não cumpro horas, não sou de agendas. não me encaixes em horários porque tens que estar ali às tantas, fazes-me inveja. é que eu tenho de estar em muitos sitios, mas nunca sei dessas obrigações. fazes-me inveja, tu e a tua agenda castanho seco. meto as chaves à porta, solto o cabelo e lembro-me que não tinha agendado isso em lado nenhum.

domingo, 15 de Novembro de 2009

só para te lembrar














já aparecias, futuro qualquer coisa.