funeral é como que um dia fora da vida em que morres com a pessoa que perdeste, para a ajudar a ir.. para onde devemos todos chegar.
2011-03-23
2011-02-26
é?
e ficou para sempre na memória a recordação daquele dia de sol de inverno que aquecia os cabelos mas não a mão que passaste na minha cara enquanto dizias és tão bonita e eu fechando a boca com muita força com medo de que o estomâgo não se segurasse e as pernas não se aguentassem e os olhos saltassem das órbitas já que todo o universo o fez e foi por isso que o planeta deu um pulo nesse preciso momento, mas como és não uma pessoa distraída mas uma distracção pessoal, não reparaste e os teus dentes continuaram a sorrir para mim como se o primeiro dia em que ora bom dia e nunca mais me largavas. acontece que agora já não eu uma flor mas tu, a minha pessoa sim uma personagem fantasiosa qualquer, que teima na reforma das nações para um estado unificador de alegria, bondade e comunhão com a natureza, e que apanha a mesma flor todas as manhãs para a usar o resto de todas as noites, por lhe adorar as cores.
quando o teu coração me fala disfarçado pelos teus dentes pelos quais eu juro que não tenho fixação alguma, é tudo isto que me apetece dizer e falar e conversar aos beijinhos, mas e se o estomâgo não segura as pernas não aguentam e o os olhos saltam, coração?
2011-01-28
amor é #10
ter histórias para contar.
(aquela fotografia maravilhosa do par perfeito a dançar à chuva não é um mito, não senhor)
(aquela fotografia maravilhosa do par perfeito a dançar à chuva não é um mito, não senhor)
2011-01-15
de qualquer coisa
'pareces a alice no país das maravilhas. é como se tudo estivesse sujo, o chão cheio de cigarros, as pessoas cinzentas e tu sorris, como se estivesses a ver a Amadora pela primeira vez.'
(juro-te que, aí, vi tudo pela primeira vez)
2011-01-06
recibo de sentimentos
1500 1,2,3, macaquinho do chinês
1500 valores e princípios devidamente hierarquizados de acordo com a pessoa que achamos ser e ter de ser
1500 livros antigos e raros e cheios e belos
1500 murros na parede
1500 copos partidos
1500 sorrisos com dentes com tudo
1500 bolhas nos pés
1500 lápis arco-íris para a alma
1500 folhas rasgadas
1500 banhos-de-lua
1500 tostas de queijo e mel
1500 saudades propositadas
1500 miminhos de Deus
1500 comprimidos de paracetamol para as dores de cabeça
1500 danças à chuva
1500 napolitanas de chocolate
1500 lances de escadas
1500 lentes de contacto
1500 palavras dos olhos
REEMBOLSO REACTIVADO
A pagar: um coração e meio
Troco: felicidade não-perigosa ilimitada entre utilizadores da mesma rede
(sim, porque a maior parte das metades dos corações que andam por aí acham a felicidade um cargo de alto risco, tratando logo antes de mais de garantir a sua morada, hipotecada ou não, numa das 1500 ruas da amargura. ora se eu já paguei isto tudo, vão-se lixar com f (vulgo, foder) se acharem que eu (ou qualquer eu que seja) não posso sair porta fora e ser feliz (é que o Sol brilha e fá-lo só para mim), sem querer sequer saber o porquê da felicidade me perseguir. guardo sempre uma dízima de carinho para o que me persegue, sabes?
é só uma coisa: já pagámos todos muito. portanto, sejam felizes, não vão ser liquidados por isso.)
2010-12-26
2010-12-22
amor é #9
quanto te perdi disseram-me com palavras dóceis e inférteis que continuaria a ter-me a mim, aos meus livros antigos escrevinhados nas margens e às minhas próprias palavras (diriam com isto que continuaria a viver?). num rasgo de boas aventuranças e num olhar em frente expirado acreditei que sim e fui saltitando pelo meio do que achei ser um vazio manchado de insectospretosdaquelesquevimosaoacordar e 'technicolores' (era assim que aparecia nos lápis, que culpa tenho eu de aparecer assim nos lápis?) extenuantes, entre palavras soltas e desconfiadas aqui e ali, por todo o meu mundo esverdeado que é um bosque de Alice palpitante.
agora que te ganhei de novo, ainda que apenas uma inspiração momentânea por só estares aqui a trocar umas lâmpadas (juro que os teus olhos me fazem uma imensa comichão assim pregados nas minhas costas curvadas e nos dedos mindinhos dos meus pés por estar quase quase a voar neste espaço branco aqui tão perto), sei que todos os meus livros antigos escrevinhados nas margens e todas as minhas palavras, mais ou menos próprias, se foram no dia em que te perdi. e, cheia de boas aventuranças e num rasgo de sorriso inspirado, i'm all about love.
2010-12-21
raspadinhas
tens liberdade para alguma coisa. não ta deram para andares preocupado com o tipo que coisas que deves ou não pensar, com o tipo de relações que deves ou não ter. quando, na flor da idade, te dão a liberdade das chaves de casa, ou seja, a liberdade de sair porta fora e ir por um caminho qualquer, conhecido ou não, acompanhado de máscaras ou de pessoas com quem és o teu eu-verdade, há que aproveitar. podes fazer o que quiseres, mas não deixes de fazer. não deixes de o fazer porque o dia que vem tem de ser assim meio-assado, porque está na altura de arranjar casa e homem próprio, porque não gostas da rotina. não deixes que o teu cérebrozinho do século XXI, cheio de moral, ética e comodismo (ou não!) tire de ti a liberdade que ainda nem teve o tempo e o desenvolvimento das papilas gustativas suficiente para se apreciar. também não estou a dizer para não deixares de fazer o que não te apetece só porque tens sono e os olhos inchados de chorar ontem à noite. não te estou a dizer para não deixares de estragar relações só porque a tua sede de amizade ou fama ou orgulho (ou sei lá o que se sente por aí) é demasiada para conter cá dentro. é só... se te apetece ir dar uma volta maior, boa viagem do fundo do coração.
Subscrever:
Comentários (Atom)