2009-09-29

docinho



um obrigada à daniela, do http://declaro-mesonhadora.blogspot.com/, que me acarinhou o dia com este docinho!

ora bem, agora tenho que apontar 9 caracteristicas minhas:
confusa, original, teimosa, romântica, simples, agridoce, destravada e calminha. flor!

e o meu docinho, chocolate!


deixo este doce a todos os gulosos que o quiserem :D

2009-09-27

amor é #1

amor é achares que estás a apanhar um secão quando estás sentada com os teus amigos, sem fazer nada. mas quando estás no mesmo espaço fisico que esse amor, mesmo que ele não te ame e te despreze, sozinha contigo mesma, sentada, sem ninguem, aches que esse, sim, foi o momento alto do teu dia.

2009-09-21

vamos jogar à bola!

preguiça de fazer trabalhos, acartar com responsabilidades e obrigações? compreende-se. de amar quem só nos faz mal? normal. de lavar a loiça? está bem, pronto. mas... preguiça de melhorar o dia de alguém, quando essa mesma acção nos diverte e aqueçe o coração? por favor, já que não vos dá trabalhinho nenhum dizer mal de tudo o que é diferente do que estão habituadinhos, minhas galinhas de aviário, saiam lá para fora e dançem um bocado! já chega da era dos preconceitos que vos leva ao banco de suplentes. venham jogar à bola! deixem para lá as mágoas da vida, que toda a gente as tem e não é por isso que há falta de sorrisos por esses dias fora, é por preguiça e hábito do mal dizer. somos todos génios, se não fossemos, dificilmente aqui estariamos.

2009-09-10

expirou, o meu prazo de garantia.

quiseste dar-me poesias e garantias de que não me arrancavas lágrimas do peito. sabias o quanto odeio chorar, como os meus lábios incham e ficam dum vermelho vivo raspado desprezivel, e por isso, garantiste-me que desgraças não eram connosco. depois, ficaste-te só por garantir uma amizade que ia voltar ao que sempre foi. hoje, te garanto que nao caio mais na tua de 'bom rapaz cavalheiresco'. te garanto que nem nos confins do mundo deves encontrar alguém com a minha força para te fazer ver que poetas não têm que ser sofridos. ou mesmo que chegas a ser poeta. e não te dou mais garantias de que nao te volto a incomodar, vou incomodar decerto, com os meus olhos que te levam a serpentear pelas memórias dos dias mais felizes que tiveste, com a garantia que me tinhas como certa. com o meu corpo que já foi mundo encaixado nos teus braços nervosos. e sim, és cobarde sem força para o admitir. foges de mim, tal como foges de quem consegue aguentar o teu mau humor disfarçado. e deves querer mesmo ser sofrido, para mostrares que consegues ser poeta, verdade? pois bem, a minha versatilidade sempre foi além do teu pensar antiquado e imóvel, querido.

2009-09-05

se calhar até tenho medo do espaço.

já que estamos em tempo de regresso, regresso eu também à aparente satisfação que me entorpece os sentidos e me alenta loucamente. é que quando caimos fundo, o buraco é estreito e só nós nos podemos levantar. sozinhos.
que a satisfaçao, por si só, não é remédio para ninguém, todos nós sabemos, incansáveis na luta por toda aquela felicidade fugaz que nos sabe a sol e a infinito. mas essa satisfação é que acaba por nos trazer as memórias e os laços para um caminho pleno, de felicidade. e essa outra felicidade inalcançável talvez seja só mesmo isso. é inalcançável, pois por isso mesmo é felicidade. uma tarde de sorrisos verdadeiros e brincadeiras fresquinhas? nááá, que isso é só fogo de vista. estamos sozinhos, tooooodinhos. mas chegar ali, ali longe, vês? isso sim, claro que é ser feliz. meus meninos: eu quero ir a Marte, com o meu marido, os meus três filhos lindos, fazer uma reportagem sobre isso e receber mensagens dos meus verdadeiros amigos a dizer que adoraram lê-la. mas se por enquanto receber alguns carinhos de amigos verdadeiros, fazer umas quantas reportagens por brincadeira e conhecer alguns candidatos a maridos, aí, a minha satisfação toma-me conta do sorriso.

2009-08-31

É MESMO ISSO.

o eish vai ficar com cor, tal como eu. vou pintar-me para me agradar, que o tempo de aparencias já passou e nunca o foi. assim, aos poucos, vou eu colorir a minha vida, não tu, nem os outros. vou eu colori-la. não há minha maneira, que ela sempre dançou comigo no seu estilo preferido. louco. e eu gosto é devagarinho. por isso, devagar ou não, a cor vai inundar-me mais uma vez. a mim, e ao meu eish!

2009-08-24

capacidades

hoje o meu namoradinho poeta, romântico e pacato, dizem, acabou comigo. hoje vesti o vestido de noiva rendado, branquinho já antigo e muito inspirador da minha mãe. hoje ri-me quando me tiraram a pessoa mais divina que conheço. hoje chorei quando apertei o fecho do vestido que me empurrou para vida. e hoje, pela primeira vez, estou a tornar a minha vida num pouco menos que um diário. porque, afinal de contas, não é mais que isso.

2009-08-12

cinzas renascidas

está de dia. sei-o pelas paredes, já brancas com tom de sol. paredes brancas, nuas. não, não as sei de cor. vislumbro apenas rasgos de paredes brancas como estas, cheias noutros tempos. já foram doces, estas paredes nuas. já as soube de cor e continuo a desejar ardentemente tomar-lhes o gosto. mas agora é diferente, agora estão nuas. nuas e despojadas de qualquer sentimento açucarado.
já desnudei a mente sentido-lhes o cheiro, um dia. cheiro meu. cheiro acertado, puro como a neve, branco como as paredes que tomo por minhas. ainda o sinto, com as mãos gélidas. sempre as tive assim, frias, brancas, puras. sempre as tive assim, mais ao cheiro agora prata pálido, não descurando a beleza.
e é isto. sempre achei belo, este cheiro brilhante como o céu traçado pelas nuvens empoeiradas, cinzentas, retorcidas. só e apenas. não havia, nem há, arte nenhuma nisto. arte funcional, ou meramente ilusionista. arte de todo. arte colorida, máscaras bem disfarçadas. arte a preto e branco, antiga que parece que lhe mexes com sussurros. vida, gosto de lhe chamar, cheiro inanimado, então. cheiro nu. cheiro que se expira, não cheiro inspirado.
portanto, seja. já foi. só e apenas uma confirmação. só e apenas um desabafo. desabafei contigo, um dia, no tom de sol cheio que desejo. desabafei contigo frustrações esquecidas, feridas que já foram. hoje, desabafo que de belo, não tens nada. e é isto, só e apenas uma falta de beleza mal-entendida. porque hoje, já não desejo paredes nuas e enfadonhas, réstias de um sol que se pôs. já não sinto um cheiro que, agora vejo, é cinzento! e errante, empoeirado e retorcido como as nuvens que, um dia, me traçaram um mal-entendido.
chega, então. está bem que para bom entendedor meia palavra basta e eu não sou, nem fui, quando o açúcar ainda se derretia lentamente na minha língua pura de meias palavras. mas sim, já foi o bastante.
agora vou, deixa-me ir, belo mascarado. vou apurar o meu olfacto para sítios brilhantes, sem vestígios de pó que me façam torcer o nariz. onde a noite faça umas paredes brancas, cheias, as quais vou tomar o gosto lentamente (tenho uma eternidade, que estas sim, são paredes estáveis), prata como a tinta que outrora bebi sofregamente, que momentos fugazes são comigo.